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Insights

O efeito do CSS nos relatórios a clientes: que métricas provam que a mudança funciona

Três meses depois da mudança, o teu cliente faz a pergunta óbvia: o que é que isto trouxe? Se preparaste a resposta antes da mudança, cabe numa página. Se não, acaba numa reunião constrangedora.

A vantagem CSS atua no leilão, onde ninguém a consegue observar diretamente. O teu cliente só a vê através dos números do Google Ads, e esses números mexem-se por muitas razões ao mesmo tempo.

Um bom relatório separa o efeito CSS do ruído: um ponto de partida fixado, as métricas certas, períodos de comparação justos e uma explicação honesta quando o CPC não faz o que todos esperavam.

Fixa o ponto de partida antes da mudança

O erro mais comum acontece antes da mudança: ninguém regista como estavam as coisas. Depois, cada comparação passa a ser uma discussão.

  • Anota a data da mudança no relatório e no registo de alterações, para que cada gráfico posterior possa ser lido em relação a ela.
  • Exporta a base de referência: custo, CPC médio, cliques, impressões, parcela de impressões, conversões, valor de conversão e ROAS das campanhas Shopping nas quatro a oito semanas anteriores à mudança.
  • Lista as outras alterações previstas, como novos objetivos de licitação, mudanças de orçamento ou uma revisão do feed. Se possível, mantém-nas fora das primeiras semanas após a mudança.

Como a conta Google Ads não precisa de ser mudada, todos os dados históricos ficam na mesma conta e continuam diretamente comparáveis. Fonte: Ajuda do Google Merchant Center

As métricas que mostram o efeito

Nenhuma métrica conta a história toda sozinha. Lê-as em conjunto:

MétricaO que mostraEm que reparar
CPC médioO preço por cliqueDesce se as licitações se mantiverem ao mesmo nível
CliquesO alcanceSobem se o orçamento se mantiver igual
Parcela de impressõesCom que frequência os anúncios aparecem nos leilões elegíveisSobe se a licitação mais forte ganhar mais leilões
Conversões e valor de conversãoO resultadoAcompanham os cliques se a taxa de conversão se mantiver
ROAS e custo por conversãoA eficiênciaO número que mais importa ao teu cliente

Reporta as campanhas Shopping em separado. No Performance Max, a vantagem CSS diz respeito apenas ao inventário Shopping, por isso um número agregado da Rede de Pesquisa, YouTube e Display dilui o efeito.

Um relatório de exemplo

É assim que pode ficar uma comparação de um mês quando o orçamento se mantém igual e o CPC médio desce um quinto:

Exemplo: campanhas Shopping, um mês antes e depois
Antes da mudançaDepois da mudança
Custo publicitário
10 000 €
10 000 €
CPC médio
1,00 €
0,80 €
Cliques
10 000
12 500
Conversões
200
250
Valor de conversão
50 000 €
62 500 €
ROAS
500%
625%
Custo por conversão
50,00 €
40,00 €

Exemplo ilustrativo, não uma previsão. O mesmo orçamento, CPC 20% mais baixo, taxa de conversão e valor da encomenda constantes.

O exemplo mantém constantes a taxa de conversão (2%) e o valor médio da encomenda (250 €), pelo que os cliques adicionais se convertem um a um em conversões adicionais. Numa conta verdadeira, ambos se mexem; é por isso que o relatório mostra todas as linhas e não apenas a última.

Porque é que o CPC nem sempre desce

Às vezes um cliente vê o CPC médio ficar onde estava e conclui que a mudança não serviu de nada. Normalmente, a vantagem apenas assumiu outra forma.

Estratégias de licitação automáticas como ROAS alvo ou Maximizar o valor de conversão usam a licitação mais forte para ganhar mais leilões em vez de pagar menos por clique. O CPC fica então estável, enquanto a parcela de impressões, os cliques e o valor de conversão sobem.

A isso juntam-se efeitos que nada têm a ver com o CSS: procura sazonal, novos concorrentes, alterações de preço no feed ou produtos que esgotam. Podem esconder a vantagem no CPC ou exagerá-la.

A vantagem CSS aparece ou como um preço por clique mais baixo, ou como mais volume ao mesmo preço. Lê o CPC, a parcela de impressões e o ROAS em conjunto, nunca o CPC sozinho.

Escolhe períodos de comparação que se aguentam

  • A mesma duração, os mesmos dias da semana. Compara quatro semanas com quatro semanas, não um mês de 31 dias com um de 28.
  • Tem atenção à época. Novembro contra outubro mede a Black Friday, não o CSS. Se a conta tiver histórico, compara também as mesmas semanas do ano anterior.
  • Deixa de fora os dias da mudança. Os dias em que a alteração entra em vigor não pertencem a nenhum dos dois períodos.
  • Mantém as outras alterações visíveis. Se os orçamentos ou os objetivos de licitação mudaram entretanto, di-lo no relatório em vez de atribuir tudo ao CSS.

Faz do nome da tua agência parte do resultado

Com o White Label CSS, o nome CSS da tua agência aparece por baixo dos anúncios Shopping do teu cliente. É a única parte do efeito que o teu cliente consegue ver com os próprios olhos, por isso põe-na no relatório.

Uma captura de ecrã de um dos anúncios Shopping do cliente com o teu nome, ao lado dos números de antes e depois, liga o resultado ao teu trabalho. Também deixa claro que a vantagem vem da tua agência, e não de uma ferramenta algures em segundo plano.

Um ritmo de relatórios que o teu cliente entende

  • Após quatro a seis semanas: uma primeira comparação de uma página com custo, valor de conversão e ROAS antes e depois, mais uma frase sobre o que significam.
  • Todos os meses: os mesmos números, continuados, para que a tendência se torne visível em vez de um único retrato.
  • Todos os trimestres: uma comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, que retira a maior parte do ruído sazonal.

Mantém sempre o mesmo formato. Quando um cliente consegue ler o relatório em dois minutos, o CSS deixa de ser um projeto pontual e passa a ser uma parte fixa do que a tua agência entrega.

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